teologia da prosperidade

Teologia da Prosperidade é “um conjunto de crenças e afirmações surgidas nos EUA, que afirmam ser legítimo ao crente buscar resultados, ter fortuna, enriquecer, obter o favorecimento divino para a sua vida material ou simplesmente progredir”. Possui também outros nomes, tais como: “evangelho da saúde e da prosperidade”, “palavra da fé”, “movimento da fé”, e “confissão positiva”.

 

Raízes históricas

A Confissão Positiva tem suas origens numa antiga heresia conhecida como gnosticismo. Esta palavra vem do vocábulo grego gnosis, que significa ‘conhecimento’. Tal heresia ensinava que havia uma verdade especial, mais elevada, acessível somente aos iluminados por Deus. Os gnósticos acreditavam que na natureza humana há o princípio do dualismo, isto é, que o espírito e o corpo – duas entidades separadas – são opostos. Para eles o pecado habitava somente na carne, tornando-a má.

As ideias gnósticas evoluíram no campo filosófico a ponto de, mais tarde, fundirem-se novamente com conceitos teológicos, dando origem ao que se chama de “Nova Filosofia”. Essek Kenyon (1867-1948), considerado o pioneiro da teologia da prosperidade, teve considerável influência do chamado “movimento transcendental” ou “metafísico”, que deu origem a várias seitas. Umas das influências recebidas e reconhecidas por Kenyon foi Mary Baker Eddy, fundadora da Ciência Cristã. Os principais ensinamentos deste grupo eram de que a mente humana pode controlar a esfera espiritual. Portanto, o ser humano tem a capacidade inata de controlar o mundo material por meio de sua influência sobre o espiritual, principalmente no que diz respeito à cura de enfermidades. Kenyon foi o criador de expressões populares dessa corrente, como “O que eu confesso, eu possuo”.

O grande divulgador dos ensinos de Kenyon, a ponto de ser considerado o pai do movimento da fé, foi Kenneth Hagin (1917-2003). Nasceu com um sério problema cardíaco e teve uma infância conturbada. Antes de chegar aos 16 anos estava confinado a uma cama. Refletindo sobre o texto de Mc 11.23-24, chegou à conclusão que era necessário crer, declarar verbalmente a fé e agir como se já tivesse recebido a bênção (“creia no seu coração, decrete com a boca e será seu”). Pouco tempo depois ficou curado. Em 1934 iniciou seu ministério como pregador batista, tornando-se pentecostal mais tarde.

 

Teologia da Prosperidade no Brasil

Essa corrente chegou ao Brasil na bagagem das igrejas pentecostais que desembarcaram em meados do século XX. Porém, foi no coração das igrejas chamadas neopentecostais que ela ganhou força. O maior distribuidor dos livros de Hagin no Brasil é R.R. Soares. Entre as principais denominações adeptas desta teologia podemos citar ‘Deus é Amor’, ‘Igreja Internacional da Graça de Deus’, ‘Universal do Reino de Deus’, ‘Renascer em Cristo’, ‘Sara Nossa Terra’.

 

Principais ensinamentos

A principal formulação que ganha cada vez mais espaço nas igrejas neopentecostais é a seguinte: o conhecimento dos direitos do cristão (direito a ter total felicidade e saúde neste mundo), ter total firmeza na fé (uma fé atuante e viva, que produz frutos, inclusive a oferta generosa), usar ‘o nome de Jesus’ (que para eles é a chave que abre as portas do céu para nos conceder todos os tipos de bênçãos materiais), e por fim, não duvidar, em momento algum (pois a dúvida tem origem no diabo).

Além do ensino de que o ser humano influencia no mundo espiritual trazendo resultados no mundo material, a teologia da prosperidade tem como marca forte o dízimo. Para ela, o dízimo é um dos meios pelos quais se move o coração de Deus. Além de colocar Deus contra a parede, determinando o que deve acontecer, deve-se dar a Deus 10% de todos os rendimentos, além das ofertas de gratidão.

O conceito do próprio ser humano, na confissão positiva, é anti-bíblico. Nesta teologia o ser humano, na verdade, torna-se deus, como efeito da justificação. Tudo já foi pago por Cristo e o crente não deve sofrer as consequências do pecado no mundo. Chega-se ao ponto de afirmar: “Eis quem somos: somos Cristo!” Somos colocados lado a lado com Deus, em pé de igualdade.

Sobre a pessoa e obra de Jesus Cristo é ainda mais complicado. Ensinam que Cristo morreu duas vezes, primeiro fisicamente na cruz, e depois, no inferno, sofreu três dias e três noites e morreu espiritualmente, recebendo a natureza de Satanás. No domingo da ressurreição teria nascido de novo e sido levado à mão direita do Pai. Hoje ele tem poder para devolver à Igreja tudo o que ela havia perdido para o diabo através da queda de Adão e Eva.

 

Além de apresentar ensinos questionáveis sobre a fé, oração, revelações, e prioridades da vida cristã a teologia da prosperidade levanta outras questões ainda mais preocupantes sobre a doutrina do homem e sobre a pessoa e obra de Jesus Cristo. Ao oferecer às pessoas o que elas ambicionam, e não o que elas necessitam aos olhos de Deus, as igrejas comprometidas com a teologia da prosperidade crescem de maneira impressionante, mas perdem a oportunidade de produzir um impacto na sociedade com o poder do evangelho de Cristo.

Na verdade, as igrejas confessionais e históricas, como a IELB, não devem ficar impressionadas com o sucesso numérico nem com a visibilidade das igrejas neopentecostais adeptas da teologia da prosperidade. Jesus nos orienta a tomar mais cuidado com o alicerce do que com a casa em si. Sem o verdadeiro fundamento da Rocha – que é Cristo – a casa, mais cedo ou mais tarde, acaba caindo.

 

 

Alguns textos que podem auxiliar

O justo pode ser pobre? (Fp 4.11-12)

A pobreza é sinal de pecado? (Lc 9.58; At 3.1-8)

O que é prosperidade à luz da Bíblia? (Js 1.8; 2Co 8. 2-5)

Qual o conselho da Bíblia em relação as riquezas? (Mt 6.19-21; 1Tm 6.9; Pv 30.7-9)

 

Pastor Marcos Weide

Referências:

ROMEIRO, Paulo. Super Crentes: o Evangelho segundo Kenneth Hagin, Valnice Milhomens e os Profetas da Prosperidade. São Paulo: Mundo Cristão, 1993.

PIERATT, Alan. O evangelho da prosperidade. Trad.Robinson Malkomens. São Paulo: Vida Nova, 1993.

BRANDENBURG, Laude Erandi. MEURER, Evandro Jair. NETO, Rodolfo Gaede. Teologia da Prosperidade e Nova Era. São Leopoldo: Sinodal, 1998.

CAMPOS, Leonildo S. Templo, Teatro e Mercado: Organização e Marketing de um Empreendimento Neopentecostal. 2ed. Petrópolis: Vozes, 1999.

HOMOSSEXUALIDADE

O tema da homossexualidade ou homoafetividade tem sido discutido de modo controverso nos diferentes ambientes sociais.

Ouvimos falar na escola, na universidade, nos programas de televisão, nas redes sociais. Algumas famílias procuram conversar sobre isso também. Aqui queremos tratar deste assunto sob uma perspectiva bíblica e cristã. O que a Bíblia tem a dizer sobre a homossexualidade? Como lidar com a homossexualidade na igreja?

 

Questões iniciais

A sexualidade humana é um assunto bastante amplo e envolve muitos aspectos. Ela é uma construção biológica, social, cultural, histórica, política e discursiva. Esses fatores juntos determinam nossa orientação sexual (hetero, homo ou bissexual).

O dicionário Houaiss da Língua Portuguesa define homossexual como aquele que sente atração sexual e/ou mantém relação amorosa e/ou sexual com indivíduo do mesmo sexo.

O relacionamento entre pessoas do mesmo sexo não é novidade e está registrado na história desde as sociedades mais primitivas. No século XIX a medicina definiu homossexualidade como uma doença fisiológica. Freud, no começo do século XX, considerou tal fenômeno como um desvio no desenvolvimento da sexualidade. Em 1948 foi reconhecida como uma psicopatologia na Classificação Internacional de Doenças (CID). Nas décadas de 1970 e 1980, a homossexualidade deixou de ser classificada como doença.

Fatores/Causas da homossexualidade

Há consenso entre os estudiosos do assunto que não há uma única causa quanto ao que determina a homossexualidade. O médico Dráuzio Varella, em um artigo publicado em 2011, afirma que “existe gente que acha que os homossexuais já nascem assim. Outros, ao contrário, dizem que a conjunção do ambiente social com a figura dominadora do genitor do sexo oposto é que são decisivos na expressão da homossexualidade masculina ou feminina”.

De acordo com esse médico, os autores que identificam causas genéticas desse comportamento justificam essa posição pela maior frequência dessa tendência em algumas famílias, e a prevalência (não exclusividade) de homossexualidade em irmãos gêmeos univitelinos criados por famílias diferentes sem nenhum contato pessoal.

Outros autores procuraram explicar o fenômeno pelas diferenças de morfologia do cérebro. Varella atribui maior importância ao fator “plasticidade do sistema nervoso central”, visto que o comportamento de um indivíduo resultaria da organização particular do cérebro na interação com o meio.

Além dos fatores biológicos, se somam as questões psico-sócio-culturais. Teorias afirmam que um pai fraco e ineficaz somado a uma figura dominadora da mãe podem influenciar na construção homossexual de um filho. Outras teorias sugerem que a homossexualidade não resulta de um relacionamento problemático com o progenitor do sexo oposto, mas sim de um defeito nas relações com o progenitor do mesmo sexo.

Há evidências de que o impacto que a família e o ambiente social exercem sobre o indivíduo influenciam na orientação e comportamento sexual. Por exemplo: vítimas de abusos sexuais, pais que desejavam uma filha ou queriam um menino, menino que vive cercado de mulheres e tem pouco contato com homens adultos, etc.

 

Homossexualidade na Bíblia

A Bíblia é contrária a toda acepção de pessoas, incitação ao ódio ou discriminação.  Porém, defende o matrimônio entre um homem e uma mulher, conforme nos diz Gn 2.24: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne”. Em Mt 19.1-9 e Mc 10.1-12 Jesus mesmo repete e reforça as palavras escritas em Gênesis.

Leia Lv 18.22; 20.13

A Bíblia condena a prática homossexual no Antigo Testamento e no Novo Testamento também.

Leia Rm 1.24-32 e 1Co 6.9-11

De acordo com 2Tm 4.1-5, a tarefa da igreja continua sendo pregar a Palavra, instar, corrigir, repreender e exortar com base na doutrina, cientes de que o mundo não aceitará a sã doutrina. Recomenda, também, ser sóbrio, suportar a aflição, manter o trabalho evangelístico e cumprir o que a Escritura ensina, mesmo quando o mundo faz parecer que isso não seja racional.

Não cabe ao cristão condenar a pessoa homossexual, assim como não condenamos nossos irmãos que cometem outros tipos de pecado. Nossa luta é contra o pecado para salvar as pessoas. De igual forma, não se admite a conduta maldosa. Não vamos atirar a primeira pedra. Deus ama todas as pessoas, logo, cabe a todo cristão amá-las e ajudá-las a viver a certeza da vida eterna, pela fé em Jesus, que transforma a vida desde agora. Pessoas que têm que lutar todos os dias contra o seu próprio desejo devem ser alvo da nossa compaixão e ajuda, não de exclusão e ataques.

A predisposição para a homossexualidade deve ser interpretada como uma das consequências da queda em pecado, a partir da qual toda a natureza sofre (Rm 8.20-22). Como qualquer pecador, o homossexual responde diante de Deus por seus atos e pensamentos. Cabe à igreja administrar Lei e Evangelho, ajudá-la a suportar a carga imposta pela sua condição, a confiar na promessa de libertação e a submeter sua vida ao ordenamento estabelecido por Deus na criação.

 

Algumas sugestões práticas

O conselheiro espiritual deve dar esperança e o aconselhando deve saber que terá luta;

A igreja deve colocar a questão de forma clara dentro da Bíblia e é extremamente fundamental demonstrar amor;

É primordial receber o afeto de pessoas do mesmo sexo, como afeto normal, sem malícia ou prejulgamentos que veem homossexualidade onde ela não existe.

 

 

Orientações de como lidar com homossexuais na igreja

1- Veja a pessoa e não um homossexual;

2- Apresente o Salvador e não um código de leis: Deus quer redimir a pessoa inteira e não apenas a sua sexualidade;

3- Ofereça Jesus Cristo como Senhor e Salvador;

4- Ame esta pessoa além das palavras. Estimule a autoimagem positiva;

5- Não tenha medo de abraçar e de segurar as mãos na oração;

6- Compartilhe as suas lutas e tentações. Compartilhe testemunhos;

7- Aceite a pessoa e não o pecado, apresente e lei e o evangelho, ore e medite na Bíblia;

8- Não faça da homossexualidade o alvo de suas conversas, evite piadas;

9- Fale que é possível ter amigos íntimos de ambos os sexos, sem que haja envolvimento sexual; sugira um conselheiro do mesmo sexo;

10- A igreja deve ter atitude de apoio e compreensão.

 

Muitos homossexuais relatam o quanto é angustiante descobrir-se com esses desejos e como é difícil lutar contra eles. Eles certamente lhe diriam que nunca escolheriam ser homossexuais.

A Bíblia não condena uma pessoa que tem essa tendência homossexual. O que ela condena é a prática homossexual. É plenamente possível alguém lutar contra sua tendência homossexual e ser um nascido de novo, um cristão cheio do Espírito.

 

Pastor Marcos Weide

Referências:

Relacões Homoafetivas. Documento de Estudo elaborado pela CTRE. Disponível em http://www.ielb.org.br/sistema/uploads/postagens/101/arquivos/c67cea950aa7e070a468f2ae0ac28ba4.pdf (acessado em 21/06/2017).

HEIMANN, Thomas. A questão de gênero e a homossexualidade: desafios para a poimênica e aconselhamento cristãos. Palestra dirigida para capelães da ULBRA. Junho/2017 (não publicado).

curas e milagres

Alguma vez você já orou por um milagre? Em tempos de crise, até mesmo pessoas que duvidam da existência de Deus exclamam; “Deus, me ajude!”.

Sempre que pedimos por um milagre, ele acontece? Às vezes, sim. Às vezes, não. Nós vivemos num mundo com uma mistura de milagres e não-milagres. Como podemos viver com confiança em mundo onde algumas pessoas experimentam milagres enquanto outras, que também precisam deles desesperadamente, vivem sem eles? Neste estudo vamos procurar compreender e responder estas questões, à luz da Bíblia.

 

Os milagres na Bíblia

Entre os milagres realizados por Jesus e descritos nos 4 evangelhos, podemos classificar alguns como curas físicas, outros como expulsão de demônios, multiplicação de comida, transformação de água em vinho, pescas milagrosas, caminhar sobre as águas, acalmar tempestade, ressurreição de Lázaro e do filho da viúva de Naim.

Leia João 20.30-31.

De acordo com o relato bíblico, algumas pessoas também foram usadas por Deus como instrumentos na operação de milagres; por exemplo, Moisés, alguns profetas e alguns apóstolos. Em todos os casos, os milagres de Deus tinham o propósito de autenticar a mensagem que era anunciada, num tempo em que a própria Bíblia estava sendo composta. A história da Igreja Cristã demonstra que, após a conclusão da Bíblia, os milagres se tornaram mais raros.

 

Milagres e não-milagres

O apóstolo Paulo é um exemplo de personagem bíblico que viveu com milagres e não-milagres. Ele afirmou ter estado no céu (2Co 12), provavelmente numa visão. Mas no mesmo capítulo relata que enfrentava um espinho na carne, e que pediu 3 vezes para que o Senhor o curasse. Porém, a cura não veio. A resposta foi: “a minha graça te basta”.

Nesta resposta não havia apenas um “não”. Paulo recebeu a garantia firme e confiante de que a graça e o poder de Deus iriam sustenta-lo e tornar possível que fosse um instrumento de Deus, apesar do seu problema.

Para vivermos num mundo de milagres e não-milagres precisamos compreender o que é “graça”. O dicionário define como “um favor não merecido”. Deus expõe o conceito de “graça” na pessoa de Jesus Cristo.

O próprio Jesus é um milagre, pois é Deus e Homem ao mesmo tempo. Ele veio ao mundo para sofrer e morrer por todos os seres humanos, que não mereciam. Com o seu sacrifício, restaurou a comunhão de pessoas pecadoras com Deus Justo e Santo.

 

As curas de Jesus tinham, pelo menos, 3 propósitos:

 

Libertação de problemas físicos, por amor: nos 4 evangelhos são mais de 60 situações de curas físicas. Não há relatos de curas de dor de cabeça, torcicolo ou alcoolismo. Curas assim até podem ter acontecido, mas os evangelistas, sob inspiração do Espírito Santo, registraram as curas mais importantes, como mãos deficientes voltando ao normal, cegos voltando a enxergar, surdos ouvindo novamente, problemas de fala sendo removidos, leprosos sendo curados. Contudo, mesmo na época de Jesus muitas pessoas não receberam a cura. E mesmo os que foram curados, não ficaram imunes ao sofrimento humano.

 

Para cumprir as Escrituras: além da libertação física, as curas e milagres de Jesus também foram para cumprir a profecia. Quando Mateus registra a cura de uma febre na sogra de Pedro, ele diz: “Jesus fez isso para cumprir o que profeta Isaías tinha dito: ‘Ele levou as nossas doenças e carregou as nossas enfermidades’” (Mt 8.17).

Para garantir a João Batista de que era o Messias prometido, Jesus disse aos discípulos de João: “Voltem e contem a João o que vocês estão ouvindo e vendo. Digam a ele que os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados e os pobres recebem o evangelho” (Mt 11.4-5 citando Is 29.18-21; 35.5-6; 61.1).

 

Como sinal da restauração completa que Deus oferece: as curas também foram sinais visíveis do reino perfeito e definitivo de Deus, conforme nos descreve Ap 21.1-4. Leia esta passagem em sua Bíblia.

 

Qualquer cura que acontece nesta vida é uma antecipação do céu. A cura que não vem agora certamente virá para o povo de Deus no último dia e fará com que o céu seja, de fato, algo maravilhoso.

Os milagres de cura ainda podem acontecer, e Deus seja louvado quando acontecem. Sempre que um auxílio físico vem a nós, direta ou indiretamente, a cura precisa ser um lembrete de um milagre muito maior: o perdão dos pecados e o presente da salvação através de Jesus Cristo.

Mas se os milagres não acontecem agora, se você continuar a sentir dor e a deficiência ainda o limitar, isso não significa que Deus o abandonou. A libertação do pecado ainda assim chega. E com ela vem a paz de espírito que lhe capacita a continuar crendo no amor de Deus. Além dessa paz, Deus também pode dar paciência para suportar o sofrimento físico que Ele não aliviou. Essa paz e essa paciência são milagres de Deus, que testemunham a presença dEle de forma tão poderosa como qualquer milagre de cura.

 

Como analisar as supostas curas à luz da Bíblia?

  • Não se marcava dia nem hora para serem realizadas.

  • Eram imediatas, completas e ao vivo.

  • Todos tinham livre acesso à pessoa curada.

  • Não se exigia contribuição financeira em contrapartida.

  • Aconteciam como incidentes de percurso, não sendo usadas como “carro-chefe” da obra de evangelização.

  • Jesus geralmente advertia para não torná-las públicas.

  • Curava-se todos os tipos de doenças, não havendo seleção.

  • Não despertaram fé salvadora no coração dos líderes religiosos que mais se opunham a Jesus, mas aumentou a oposição e o ódio deles pelo Salvador.

 

A vida eterna, onde haverá perfeição e felicidade absolutas, não será aqui neste mundo caído e corrompido pelo pecado, mas na vida do porvir. Por esse motivo Deus não está interessado em estabelecer um “paraíso terreno” em que todas as doenças são curadas, mas já estabeleceu um paraíso celestial eterno. Esta é a essência da fé cristã: a vida eterna.

 

Pastor Marcos Weide

Referências:

KVAMME, Rodney A. Esperando por um milagre. Hora Luterana, 2008.

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